02/04/2026

Fé e perseverança

 


1Reis 18:41-46 NTLH

[41] Então Elias disse ao rei Acabe: — Agora vá comer, pois eu já estou ouvindo o barulho de muita chuva. [42] Enquanto Acabe foi comer, Elias subiu até o alto do monte Carmelo. Ali ele se inclinou até o chão, pôs a cabeça entre os joelhos [43] e disse ao seu ajudante: — Vá e olhe para o lado do mar. O ajudante foi e voltou dizendo: — Não vi nada. Sete vezes Elias mandou que ele fosse olhar. [44] Na sétima vez, ele voltou e disse: — Eu vi subindo do mar uma nuvem pequena, do tamanho da mão de um homem. Então Elias mandou: — Vá aonde está o rei Acabe e lhe diga que apronte o carro e volte para casa; se não, a chuva não vai deixar. [45] Em pouco tempo o céu se cobriu de nuvens escuras, o vento começou a soprar, e uma chuva pesada começou a cair. Acabe entrou no seu carro e partiu de volta para Jezreel. [46] O poder do Senhor Deus veio sobre Elias; ele apertou o seu cinto e correu na frente de Acabe todo o caminho até Jezreel.



Em 1 Reis 18:41-46, encontramos um relato significativo sobre o profeta Elias e sua intercessão a Deus em relação à chuva após um longo período de seca em Israel. Vamos analisar essa passagem em detalhes.


### Contexto Histórico e Cultural

Este episódio ocorre em um período de grande apostasia em Israel, sob o reinado do rei Acabe e da rainha Jezabel, que promoviam a adoração a Baal. Elias, como profeta de Deus, foi chamado para confrontar essa idolatria e restaurar a adoração ao Senhor. A seca que durou três anos e meio foi um juízo divino sobre a nação por causa de sua infidelidade.


### Análise do Texto (1 Reis 18:41-46)

**Versículo 41:** Elias diz a Acabe para comer e beber, pois "já se ouve o ruído de uma chuva abundante". Aqui, Elias demonstra fé na promessa de Deus, mesmo antes de ver a chuva.


**Versículo 42:** Elias sobe ao monte Carmelo para orar. A posição elevada simboliza a proximidade com Deus e a busca por Sua intervenção.


**Versículo 43:** Elias envia seu servo para olhar em direção ao mar. Este ato de enviar o servo é um exemplo de fé ativa; Elias espera a resposta de Deus.


**Versículo 44:** Após várias tentativas, o servo finalmente vê uma pequena nuvem. Isso representa o início da resposta de Deus às orações de Elias.


**Versículo 45:** A nuvem se torna uma grande tempestade, mostrando que Deus pode transformar pequenas coisas em grandes bênçãos.


**Versículo 46:** Elias corre à frente de Acabe, simbolizando a urgência e a certeza da ação de Deus.


### Lições Aprendidas

1. **Fé e Oração:** A fé de Elias é um exemplo de como devemos confiar em Deus, mesmo quando as circunstâncias parecem desfavoráveis. A oração é fundamental para buscar a intervenção divina.


2. **Paciência e Perseverança:** Elias orou repetidamente, mostrando que a perseverança na oração é crucial. Às vezes, a resposta de Deus pode demorar, mas isso não significa que Ele não está ouvindo.


3. **Sinais de Esperança:** A pequena nuvem é um símbolo de que Deus está trabalhando, mesmo quando não vemos resultados imediatos. Devemos estar atentos aos sinais de Sua ação em nossa vida.


4. **Ação e Resposta:** A resposta de Elias ao ver a nuvem foi imediata. Quando Deus responde às nossas orações, devemos estar prontos para agir.


### Conclusão

A passagem de 1 Reis 18:41-46 nos ensina sobre a importância da fé, da oração perseverante e da prontidão para agir conforme a direção de Deus. Elias é um modelo de como devemos nos comportar em tempos de crise, confiando na fidelidade de Deus e buscando Sua intervenção com fervor.


Prazeres que enfraquecem a alma


 

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31/03/2026

Governo federal endurece regras de acesso ao aplicativo SouGov.br

 Acesso de menores e pessoas representadas deve ser autorizado

Pedro Lacerda - Repórter da Rádio Nacional
Publicado em 31/03/2026 - 09:38
Brasília
Aplicativo SouGov.br
© Marcello CasalJrAgência Brasil

O governo federal está endurecendo as regras de acesso ao aplicativo SouGov.br. A partir deste mês, crianças, adolescentes e pessoas legalmente incapazes só podem utilizar a plataforma mediante autorização formal de um responsável.

A medida corrige uma falha de segurança e divide os usuários em dois perfis: o representante legal e o representado. Agora, pais, tutores ou curadores precisam estar vinculados ao sistema para liberar o uso aos dependentes, garantindo o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados e do ECA Digital.

Na prática, o responsável deve acessar sua conta Prata ou Ouro do Gov.br e aceitar os termos de uso. Somente após essa autorização é que o dependente terá o acesso liberado. Se houver tentativa de entrada antes da autorização, o sistema bloqueia a navegação automaticamente.

Existem diferenças nas permissões: enquanto o representante pode consultar e editar informações, o representado tem autorização apenas para leitura de dados. Além disso, funções sensíveis, como a contratação de empréstimos consignados e a Prova de Vida digital ficam suspensas para esses perfis.

Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação, a iniciativa traz mais rastreabilidade e evita o uso indevido da plataforma, que atende servidores ativos, aposentados e pensionistas do Executivo Federal.

Vale lembrar que o responsável pode revogar a permissão a qualquer momento, suspendendo o acesso do dependente de forma imediata. Para o funcionamento pleno, ambos devem ter conta nível Prata ou Ouro no portal do governo.

Enem passa a compor Saeb e vai medir a qualidade do ensino no Brasil

 Medida quer identificar desigualdades e garantir qualidade da educação

Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 31/03/2026 - 14:38
Brasília
Brasília (DF), 16/11/2025 - Candidatos comparecem a local de prova para realização do segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será usado para avaliar a educação brasileira. As provas anuais que, tradicionalmente, servem como principal porta de entrada na educação superior no Brasil, passam a ter a função de avaliar as competências e habilidades esperadas para o fim da educação básica.

A alteração nas atribuições do exame está no decreto presidencial 12.915   assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta segunda-feira (30), em Brasília, e publicado na edição do Diário Oficial da União desta terça-feira (31).

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a nova competência do Enem vai contribuir para a produção de indicadores educacionais que apoiem o acesso a políticas públicas educacionais.

Na cerimônia onde foi sancionado o decreto presidencial, o ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que com a medida a avaliação será mais precisa.

“Muitas vezes, o aluno que está no terceiro ano [do ensino médio] não está preocupado com a prova do Saeb, mas com a prova do Enem. Por isso, não tenho dúvidas de que vamos aumentar a participação e fortalecer a avaliação do terceiro ano.”

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Parte do Saeb

Com o novo decreto, o Enem passa a ser a ferramenta oficial do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) para o fim do ensino médio.

O MEC afirma que os resultados obtidos no exame vão servir para atestar o domínio das competências e das habilidades esperadas ao final da educação básica, conforme determinado na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e com as diretrizes curriculares nacionais da educação básica.

Isso significa que os dados coletados no exame serão usados para calcular o desempenho das escolas e o nível de aprendizado dos jovens nas redes de ensino públicas e privadas do país.

Na prática, os dados do Enem vão contribuir para saber se as metas estabelecidas estão sendo batidas.

Diagnóstico e qualidade

Como milhões de estudantes fazem o Enem anualmente, o MEC projeta que o diagnóstico gerado será mais preciso e abrangente.

Ao longo do tempo, os indicadores educacionais produzidos pelo Enem poderão ajudar a identificar desigualdades educacionais e também a garantir um padrão de qualidade na educação.

A medida pode garantir a comparação dos resultados do monitoramento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE).

Transição

Posteriormente, o MEC planeja publicar uma portaria para definir a regra de transição para os as edições do Enem de 2027 e 2028 e o uso dos resultados do Saeb de 2025 para fins de cálculo de indicadores educacionais.

Segundo a pasta, a transição irá preservar “a comparabilidade das séries históricas e assegurar continuidade ao monitoramento das metas educacionais”, disse em nota pública.

Enem

O Enem continua sendo a principal ferramenta para ingressar no ensino superior, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu); e de iniciativas federais como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão desta etapa de ensino para os candidatos que têm 18 anos completos e também alcançam a pontuação mínima em cada área do conhecimento das provas e na redação.

Os resultados individuais do Enem também podem ser aproveitados nos processos seletivos de instituições de ensino superior de Portugal que têm convênio com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para aceitarem as notas do exame.

Desde 1998, o Inep é responsável pela realização anual do Enem.

Caminhada do Silêncio em São Paulo denuncia violência de estado

 Ato reuniu familiares de vítimas da ditadura militar brasileira

Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 29/03/2026 - 18:29
São Paulo
São Paulo (SP)-29/03/2026. Caminhada Silenciosa em memória das vítimas da ditadura militar. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
© Paulo Pinto/Agencia Brasil

São Paulo - A 6ª edição da Caminhada do Silêncio pelas Vítimas de Violência do Estado ocorreu neste domingo (29), na capital paulista. A concentração foi, a partir das 16h, em frente ao antigo prédio do DOI-Codi/SP, na rua Tutóia, onde funcionava um dos principais centros de repressão e tortura da ditadura militar brasileira (1964-1985).

O cortejo seguiu pelas ruas da zona sul, com destino ao Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos, no Parque Ibirapuera, sob escolta da polícia militar. Os agentes ficaram circulando entre os manifestantes do ato. Organizado pelo Movimento Vozes do Silêncio, iniciativa do Instituto Vladimir Herzog e do Núcleo de Preservação da Memória Política, o ato reuniu centenas de pessoas, incluindo familiares de vítimas e movimentos de direitos humanos.

Com o mote “aprender com o passado para construir o futuro”, as entidades não apenas relembraram os crimes cometidos durante a ditadura militar mas denunciaram a repetição das violências de estado ao longo de décadas, mesmo após a redemocratização.

A coordenadora da área de Memória, Verdade e Justiça do Instituto Vladimir Herzog, Lorrane Rodrigues chamou atenção para a importância de discutir os impactos da ditadura mesmo após a redemocratização. “A ditadura militar geralmente é um tema pensado, no imaginário coletivo, como algo estanque, como algo parado, como se o que aconteceu naquele período ficasse pra lá, a gente não precisasse falar ou conversar sobre ela”, disse.

“O lema da caminhada traz essa discussão: tentar entender quais são os impactos do período da ditadura militar no presente, no período contemporâneo, pra gente pensar um pouco o futuro”, acrescentou Lorrane, ao mencionar a necessidade de fortalecimento da democracia.

“A gente também tem que pensar um pouco sobre a construção dessa democracia, porque como está hoje não é suficiente, não é igualitária para uma parte significativa da população. A caminhada tem esse desejo de aproximar o passado e o presente de uma forma mais objetiva para as pessoas”, explicou. Uma das ferramentas para alcançar resultados no campo da memória, verdade e justiça, segundo ela, é o conjunto das recomendações da Comissão Nacional da Verdade.

“São 49 recomendações ao estado [brasileiro], e que até esse momento, do período que foi lançado até agora, foram pouco cumpridas ou parcialmente cumpridas. A gente já tem um caminho, o instituto faz o monitoramento das recomendações a cada dois anos, e o que a gente tem percebido é que são movimentações pequenas, alguns avanços significativos, mas acho que muito pouco perto do que as recomendações propõem para a sociedade”, relatou.

O diretor executivo do Instituto Vladimir Herzog, Rogério Sotilli, afirmou, em nota, que a Caminhada do Silêncio nasceu como uma resposta coletiva ao autoritarismo e às tentativas de apagamento. Ele destacou que a ditadura militar deixou uma herança de impunidade, o que se reflete na violência de estado que o país ainda sofre atualmente.

“Após cinco edições, queremos retomar o sentimento que originou essa manifestação. Temos vivido tempos em que a defesa do Estado democrático de Direito ficou muito delegada às mais altas instituições, mas seguimos enfrentando ataques graves contra a democracia. Por isso, este é o momento de dizermos que estamos na rua, de voltarmos a demonstrar nossa força”, disse.

Mais de 30 organizações da sociedade civil, movimentos sociais e entidades de direitos humanos participaram da iniciativa. Neste ano, os movimentos destacaram também a possibilidade defendida pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar a aplicação da Lei da Anistia aos casos que envolvam crimes permanentes, como ocultação de cadáver.

São Paulo (SP)-29/03/2026. Caminhada Silenciosa em memória das vítimas da ditadura militar. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP)-29/03/2026. Caminhada Silenciosa em memória das vítimas da ditadura militar. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil - Paulo Pinto/Agencia Brasil

Perto do final do evento, a organização leu o manifesto da caminhada:

"Hoje, caminhamos em silêncio, mas não em ausência.

Nosso silêncio é a presença viva, é memória que resiste, é a voz que ecoa nos passos de cada pessoa que se recusa a esquecer.

Saímos de um lugar marcado pela dor, o antigo DOI-Codi, onde o Estado torturou, matou e tentou apagar histórias. E seguimos até um monumento que insiste em lembrar: as  histórias não foram apagadas.

Nossos mortos não estão no passado. Nossos desaparecidos não são ausência.

Cada vítima de violência do Estado é permanência.

Se a Caminhada do Silêncio nasceu da urgência de resistir, seguimos caminhando porque ainda é preciso.

Este ato nasceu quando a democracia voltou a ser ameaçada de forma aberta, quando o autoritarismo deixou de ser lembrança e voltou a ser projeto.

Hoje, anos depois, seguimos aqui, porque a ameça não desapareceu. Ele se transformou, se reorganizou e segue à espreita.

Nunca foi tão importante defender a democracia. E nunca podemos esquecer: essa luta é contínua.

Relembrar para não repetir. Ocupar a memória para não esquecer nossa história.

Porque sem memória, a violência se naturaliza. Sem verdade, a mentira se institucionaliza. E sem justiça, a barbárie se repete.

A violência de Estado não ficou no passado.

Lutar por memória, verdade e justiça é afirmar que não aceitamos a impunidade. É exigir a responsabilização de torturadores, de seus cúmplices e daqueles que financiaram o terror.

É dizer, com todas as letras: ditadura nunca mais. Tortura nunca mais.

Este manifesto não é apenas denúncia. É compromisso.

Por isso, fazemos um chamado:

Às novas grações que não viveram o terror, mas herdam suas consequências. À sociedade civil que não pode se calar. Às instituições, que precisam ser defendidas, mas também transformadas.

Este é um tempo de escolha: entre esquecer ou lembrar. Entre repetir ou transformar. Entre silenciar ou agir.

Sabemos que resistir não é apenas lembrar o passado. Mas disputar o futuro.

Hoje, nosso silêncio fala. E o que ele diz é simples e inegociável:

Para que nunca se esqueça.

Para que nunca mais aconteça.

Seguiremos caminhando".

A seguir, foram lidos os nomes das vítimas de violência de estado do período da ditadura e também quem sofreu com isso também nos dias atuais. Após a leitura de cada um dos nomes, as manifestantes diziam, em coro, "presente".


Número de consumidores de livros aumenta e chega a 18% da população

 Índice se refere a 2025 e considera brasileiros com mais de 18 anos

Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 26/03/2026 - 17:56
São Paulo
São Paulo (SP), 02/07/2024 - A Feira do Livro na Praça Charles Miller, no Pacaembu. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
© Rovena Rosa/Agencia Brasil

O número de consumidores de livros cresceu em 2025 no Brasil, de acordo com pesquisa divulgada, nesta quinta-feira (26), pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) em parceria com a Nielsen BookData. Os dados mostram que 18% da população acima de 18 anos comprou ao menos um livro, impresso ou digital, no ano passado. O número representa um aumento de 2 pontos percentuais – 3 milhões de novos consumidores – em relação a 2024.

“O crescimento de 3 milhões de novos consumidores em um único ano mostra que o livro mantém sua relevância e que há espaço consistente para a expansão do mercado editorial brasileiro”, afirmou a presidente da Câmara Brasileira do Livro, Sevani Matos.

Ela explicou que esse aumento é resultado de uma estrutura que envolve editoras, livrarias, autores, influenciadores, políticas públicas e iniciativas de incentivo à leitura.

O estudo Panorama do Consumo de Livros contou com 16 mil entrevistas realizadas em outubro de 2025, incluindo pessoas que compraram livros ou não no último ano. Entre aqueles que não compraram livros em 2025, cerca de 35 milhões de pessoas (28%) disseram que foram desmotivadas por falta de livraria ou loja por perto. Para 35% dos não compradores, os livros são caros.

Ainda na parcela de quem não comprou, um percentual de 16,3% informou que o motivo foi ter baixado livros digitais gratuitos e 16,1% disseram ter acesso a PDF gratuito. Coordenadora de Pesquisas Econômicas e Setoriais da Nielsen BookData, Mariana Bueno observou que grande parte desses casos está relacionada à pirataria.

“Para a gente [do setor livreiro], pirataria é demanda. Ou seja, são pessoas que estão, de alguma maneira, lendo mas não comprando. A gente diz que é uma demanda reprimida, que tem a possibilidade de o mercado alcançar, pensar ações para alcançar esse grupo de pessoas”, disse Mariana.

Confira mais informações sobre os dados de leitura no país no Repórter Brasil, da TV Brasil

Perfil dos consumidores

Segundo o levantamento, as mulheres representam 61% do total de consumidores de livros. Considerando recorte de raça, classe e gênero, a pesquisa indicou que as mulheres negras da classe C são o maior grupo consumidor de livros do país, alcançando 15% do total.

A pesquisa apontou ainda que o maior crescimento ocorreu entre os jovens. Na faixa de 18 a 34 anos, houve aumento de 3,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Para Sevani, as redes sociais se tornaram uma porta de entrada importante para novos leitores.

“Criadores de conteúdo, recomendações online e comunidades virtuais têm ampliado o alcance da literatura, especialmente entre os mais jovens”, analisou a presidente da CBL.

São Paulo (SP), 17/06/2024 - Feira do Livro 2025 no Pacaembu em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 17/06/2024 - Feira do Livro 2025 no Pacaembu em São Paulo - Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Mariana Bueno relatou que os livros de colorir foram um fator relevante para o crescimento registrado. No ano passado, 7,1% da população adulta, cerca de 11 milhões de pessoas, comprou ao menos um exemplar. O número equivale a 40% do total de consumidores de livros.

“Mas os dados do varejo indicam que os títulos de ficção, especialmente os Young Adult, tiveram papel decisivo nessa alta. São obras voltadas a um público mais jovem e conectado, o que dialoga diretamente com os resultados observados na pesquisa”, acrescentou.

Segundo a pesquisa, 56% dos consumidores de livros costumam fazer compras por meio das redes sociais. As mulheres entre 25 e 54 anos representam 76% das consumidoras e 26% do total de consumidores de livros que compram por essas plataformas.

Em sua última compra, 80% dos consumidores adquiriram um livro impresso, enquanto 20% compraram a versão digital. Além disso, 70% dos consumidores de livros afirmam gostar de acompanhar lançamentos, principalmente por meio de sites de compras (34%), indicação de pessoas próximas (30%), livrarias (24%) e criadores de conteúdo (22%).

A livraria mantém papel estratégico na experiência de compra, considerando que, para 53% dos consumidores, é um espaço para relaxar e explorar sem pressa, enquanto 46% associam esses espaços à conexão com cultura e conhecimento. Na última compra de livro impresso, 53% adquiriram por meio de compra online e 47% presencialmente.

“O livro não é apenas um produto, mas uma experiência cultural. Fortalecer livrarias, bibliotecas e políticas de acesso é fundamental para sustentar esse crescimento”, concluiu a presidente da CBL.

Museu Histórico da Cidade celebra saberes indígenas no Rio de Janeiro

 Festival Motirõ ocorre neste sábado, na Gávea

Alice Rodrigues* – Agência Brasil
Publicado em 27/03/2026 - 16:02
Rio de Janeiro
Brasília (DF), 27/03/2026 - FOTO DE ARQUIVO - A curadora do Festival Motirõ, Emiliana Marajoara. Foto: Pedro Grapiúna/Divulgação
© Pedro Grapiúna/Divulgação

O Museu Histórico da Cidade vai receber no sábado (28) o festival Motirõ – Palavras da Mata, uma celebração à ancestralidade indígena no Rio de Janeiro. 

O evento é gratuito, e conta com intervenções artísticas, oficinas artesanais e rodas de conversa sobre educação, e a força da literatura dos povos originários. 

A escritora e arte-educadora Emiliana Marajoara assina a curadoria do evento e reforça a importância de dar visibilidade à produção indígena na cidade. 

“Ainda existe um grande apagamento da produção indígena contemporânea. Quando ocupamos um espaço histórico da cidade com nossas palavras, estamos afirmando que fazemos parte dessa história.” 

O festival começa às 10h e reúne escritores, artistas plásticos, artesãos, professores, músicos e outros artistas que residem no Rio de Janeiro. O Museu da 

Entre os destaques, estão as oficinas de confecção de maracás, sonoridades arbóreas com bambu, oficina com sementes e colagem de CDs. 

Para o público infantil, a programação conta com rodas de contação de histórias e intervenções artísticas com grafismo – pinturas corporais tradicionais de culturas indígenas. 

O projeto é realizado com recursos do Edital Viva o Talento - Edição Rio Capital Mundial do Livro, integrado à Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

O Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro fica na Gávea. Clique aqui e saiba mais sobre o evento.

Interculturalidade

Entre os convidados do evento estão Urutau Guajajara, professor de cultura indígena, pesquisador de linguística e um dos líderes do movimento pelos direitos indigenistas na cidade do Rio de Janeiro; Daua Puri, fundador do Museu da Cultura Puri; Potyra Krikati, artesã e ativista indígena; e a escritora e curadora Emiliana Marajoara.  

Segundo a organização, o festival Motirõ – Palavras da Mata surge como resposta ao apagamento histórico da cultura indígena nos espaços urbanos, e o projeto busca reforçar que os povos originários seguem como produtores de arte, pensamento e literatura.

Representantes de diversas etnias, como Puri, Tupinambá, Xavante, Guajajara, Marajoara, Xakriabá e Anambé, estarão presentes no festival.  

Censo

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os dados do último Censo Indígena, de 2022, mostram que o Brasil tem quase 1,7 milhões de indígenas, o que corresponde a 0,83% da população brasileira. 

No Rio de Janeiro, a população indígena corresponde a 16.994 pessoas, das quais cerca de 94% vivem em áreas urbanas e 5,4% em áreas rurais. Ao todo, o estado tem 207 etnias, o que coloca o Rio de Janeiro em sétimo lugar com maior número de povos indígenas do país. 

De acordo com o IBGE, apenas na capital fluminense, existem 176 etnias. A cidade é a terceira mais diversa do país, atrás de São Paulo (194) e Manaus (186). 

*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia.

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